Biografia

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Como tudo aconteceu:

Corria o ano de 79, ainda se viviam os resquícios de uma revolução mal acabada, quando Xico Soares (voz), António Soares (guitarra), Aurélio Santos (baixo) e Joaquim Fernandes (bateria) se juntam para formarem os XEQUE-MATE. O chamado “boom do Rock Português” – com o surgimento duma catadupa de bandas a cantarem em português e a gravarem discos – ainda estava por acontecer (80-81).

A 1.ª maqueta é gravada no estúdio Rangel (Porto) – esta possibilita um contrato com editora Metro-Som, que tinha já em carteira bandas com algum renome a nível nacional, como UHF, JÁFUMEGA ou AQUI D’EL ROCK. É deste modo que surge o 1.º disco da banda – um single com os temas “Vampiro da Uva” e “Entornei o Molho…”, lançado no mercado discográfico em Maio de 81.

Não obstante as péssimas condições de gravação, produção, edição e promoção, o disco consegue um razoável sucesso, figurando nos tops de vários programas de rádio (de destacar o do famoso “Rock em Stock”). Em consequência surgem vários concertos ao vivo e participações em programas de rádio (são repetentes na “A Febre de Sábado de Manhã”) e de televisão (“Passeio dos Alegres” e mais uns quantos).

O tema “Vampiro da Uva” dá-lhes o mote. Fruto da sua fusão entre o Hard Rock e o Heavy Metal, são rotulados pelos media como “Pais do Heavy Português” – título algo sumário, no entender da banda. Em 83 mudam de baixista, entrando José Queirós para o lugar. É com essa formação que descem a Lisboa para entrarem novamente em estúdio. É no Angel Studio que, por conta própria, com a preciosa ajuda de Álvaro Azevedo (reputado musico portuense que esteve nos POP-FIVE, ARTE & OFÍCIO e TRABALHADORES DO COMÉRCIO) na produção, gravam, produzem e masterizam em apenas uma semana o material que viria a dar origem ao seu primeiro e único albúm. Seguem-se prolongadas negociações com várias editores e que lhes vão sucessivamente fechando as portas. É nessa altura que entra para a banda como 2.º guitarrista Paulo Barros, futuro fundador dos TARÂNTULA. O objectivo era reforçar o som ao vivo, conferindo mais peso à banda. A aposta surge finalmente por parte da editora Horizonte, vindo o LP – “Em Nome do Pai, do Filho e do Rock ‘n’ Roll” a ser lançado em 85. As vendas ficam aquém das expectativas, a editora não se empenha o suficiente na promoção. O disco tem a honra de ser interditado pela beata Rádio Renascença, mas o “Às do Volante” é tema obrigatório de todos os programas radiofónicos de música pesada. Vão surgindo alguns grande concertos, como a 1.as partes de WILCO JOHNSON e de DIAMOND HEAD. Kim substitui Joaquim (Fernandes) na bateria. A banda passa então por algum marasmo e desalento. Chegam a introduzir teclas, alterando a sua sonoridade, sempre dentro dos parâmetros do Metal. A formação da banda viria alterar-se mais vezes a nível de secção rítmica (Leonel na bateria e Eugénio e Ricardo Rodrigues no baixo). A banda não consegue ultrapassar o marasmo instalado e morre – estávamos em 1989.

How everything happened:

We were at the year of 79, were still lived the traces of a badly ended revolution, when Xico Soares (vocals), António Soares (guitar), Aurélio Santos (bass) and Joaquim Fernandes (drums) they join themselves to form the Xeque-Mate. The call “boom of the Portuguese Rock”- with the appearance like a fall of bands singing in Portuguese and recording disks-it was still for happening (80-81).

The 1st demo it was recorded at the Rangel studio (Porto)-this makes possible a contract with the record company Metro-Som, that already had in wallet bands with some fame at national level, as UHF, Jáfumega or Aqui D’el Rock it is this way that the 1.º record of the band appears-a single with the themes “Vampire of the Grape” and “I Spilled the Sauce…”, (originals in Portuguese) thrown in the record market in May of 81.

In spite of the terrible recording conditions, production, edition and promotion, the record gets a reasonable success, representing in the tops of several programs of radio (for instance the famous “Rock in Stock”). In consequence several live concerts and radio programs participations /appearances (they were twice in the “the Saturday morning Fever”) and of television (“The Walk of the Cheerful ones” and several others). The theme “Vampire of the Grape” gives them the motivation. Fruit of their coalition between Hard Rock and Heavy Metal, they were labelled as “Parents of Portuguese Heavy”-title something summary, in understanding of the band. In 83 they change their bass player, entering José Queirós for the place. It is with that formation that they went down to Lisbon to return again back in studio. It is in Angel Studio that, by their account and risk, with Álvaro Azevedo's precious help (renowned musician from Oporto that was in Pop Five, Arte & Ofício and Trabalhadores do Comércio) in the production, they record, they produce and masterized in just one week the material that would come to give origin to their debut and unique album. Lingering negotiations are proceeded with several record companies and that which were going successively closing the doors to them. It is at that time that joins the band as 2.º guitarist Paulo Barros, future founder of Tarantula. The purpose was to reinforce the live sound, checking more weight to the band. The bet comes finally from the record company Horizonte, with the coming LP-“on behalf of the Father, of the son, and of the Rock ‘n ' Roll” to be thrown in 85. The sales are on this side of the expectations, the record company doesn't insist enough in the promotion. The album has the honour of being interdicted by the big Rádio Renascença, but the “The Ace of the Steering wheel” it is obligatory theme at all the heavy music radio programs. They were been playing some great concerts, as supporting act of Wilco Johnson and of Diamond Head. Kim substitutes Joaquim (Fernandes) in the drums. The band goes then by some stagnation and discouragement. They get to introduce keyboards, altering their sonority, always inside of the Metal parameters. The formation of the band would come to alter more times at rhythmic section level (Leonel in the drums and Eugénio and Ricardo Rodrigues in the bass). the band doesn't get to cross the installed stagnation and dies- we were in 1989.

Xeque-Mate

... e não tem sido uma batalha, tem sido um prazer.

Artur Capela

Guitarras

Joaquim Fernandes

Bateria, Voz

José Queiróz

Baixo, Voz

Paulo Barros

Guitarras

Paulo usa PRS guitars e Agioli Hambuckers

Xico Soares

Voz